
ALARIDOS DESNECESSÁRIOS
E MANIPULAÇÃO DA POPULAÇÃO
No passado dia 18/02/2014, o Sr.º Presidente da CMC, Dr.º Vítor Pereira,
convidou os prezados concidadãos para, acorrerem a um “Encontro com os
Covilhanenses” a realizar no salão Nobre.
Os temas a informar, Silo Auto e Águas da Covilhã, são de gravidade
extrema, alertou ele na comunicação social. Deu, assim, início o Sr. Presidente
da CMC a uma versão desusada da democracia participativa, direta, que o
derrotado candidato republicano Ross Perot tentou implementar, com invulgar
fracasso, na década de noventa do século passado nos EUA. São novos tempos na
gestão municipal, a nova governance é
como uma plateia expetável onde sobressaem os habituais “cromos” e alguns que
se julgam “proprietários” dos destinos da comunidade covilhanense. A oposição
apenas marcou presença física pois entrou muda e saiu calada. Os dois
vereadores reformados, perante o desnorte instalado na gestão municipal,
aguardam manhosamente que um peloirito lhe caía no regaço que naturalmente exercerão
pro bono pois reformaram-se no auge
do estado providencial podendo demagogicamente prescindir do vencimento de
vereador. São uns gajos porreiros….!!! O outro primou pela ausência.
Encontra-se nas terras geladas de Sochi assistindo aos inêxitos dos esquiadores
luso-descendentes. Perante isto, restava ouvir a posição do anfitrião perante
os “gravíssimos” problemas. O discurso foi redondo, básico, bacoco, repleto de
nadas (que apelidou de fatos!!!).
Nas poucas intervenções havidas pontificou um homem de inegável mérito
mas cujas posições públicas mais recentes toldadas por profundo ódio e vingança
tiram-lhe a lucidez e argúcia que o caracterizava descredibilizando,
inexoravelmente, a intervenção apresentada que assim não conta para nada.
Após a disponibilização da documentação no site do município e sua análise, verifica-se que os “gravíssimos”
problemas residem no homem do leme e sua equipa que denotam gravíssima
impreparação para liderar a cidade num mundo global.
A questão do silo-auto é uma falsa
questão. Na realidade, a empresa detentora da concessão tem utilizado a mesma
estratégia noutros municípios onde tem parques de estacionamento. E porquê?
Porque diminuiu drasticamente a procura de lugares de estacionamento decorrente
da grave crise económica e financeira do país o que motiva quebra de faturação
para a concessionária que tenta a todo o custo extinguir o contrato.
Perante isto, o município da Covilhã apresentou os seus argumentos.
Pode-se não gostar do estilo do advogado que a representa. Mas não podemos
pessoalizar, fulanizar ou ser faciosos. Os argumentos de defesa apresentados
são lógicos, consistentes e estão bem estruturados (na linha do que fizeram
outros municípios em situações semelhantes), e o interesse público municipal,
que é o mais importante, está bem defendido.
Porquê todo este alarido e convocação da população?
Que necessidade existe de transferir a resolução do assunto silo auto
para outros “especialistas”? Quem ganha com isto…? Será que entramos na era da “dívida
boa” pois é para pagar aos outros “especialistas”?
A questão é simples. Veja-se os custos de investimento e de exploração da
concessionária decantados da criatividade contabilística e os argumentos da
câmara e encontra-se um ponto de equilíbrio como fizeram outros municípios com
situações iguais já resolvidas. A existir necessidade de novos “especialistas”
é em números e não em questões jurídicas.
Deixem-se de falsos alaridos e manipulações. Numa única palavra governem,
se souberem. Continuaremos de OLHOS ABERTOS…..!!
Sem comentários:
Enviar um comentário