sábado, 22 de fevereiro de 2014

RCB
ALARIDOS DESNECESSÁRIOS E MANIPULAÇÃO DA POPULAÇÃO

No passado dia 18/02/2014, o Sr.º Presidente da CMC, Dr.º Vítor Pereira, convidou os prezados concidadãos para, acorrerem a um “Encontro com os Covilhanenses” a realizar no salão Nobre.
Os temas a informar, Silo Auto e Águas da Covilhã, são de gravidade extrema, alertou ele na comunicação social. Deu, assim, início o Sr. Presidente da CMC a uma versão desusada da democracia participativa, direta, que o derrotado candidato republicano Ross Perot tentou implementar, com invulgar fracasso, na década de noventa do século passado nos EUA. São novos tempos na gestão municipal, a nova governance é como uma plateia expetável onde sobressaem os habituais “cromos” e alguns que se julgam “proprietários” dos destinos da comunidade covilhanense. A oposição apenas marcou presença física pois entrou muda e saiu calada. Os dois vereadores reformados, perante o desnorte instalado na gestão municipal, aguardam manhosamente que um peloirito lhe caía no regaço que naturalmente exercerão pro bono pois reformaram-se no auge do estado providencial podendo demagogicamente prescindir do vencimento de vereador. São uns gajos porreiros….!!! O outro primou pela ausência. Encontra-se nas terras geladas de Sochi assistindo aos inêxitos dos esquiadores luso-descendentes. Perante isto, restava ouvir a posição do anfitrião perante os “gravíssimos” problemas. O discurso foi redondo, básico, bacoco, repleto de nadas (que apelidou de fatos!!!).
Nas poucas intervenções havidas pontificou um homem de inegável mérito mas cujas posições públicas mais recentes toldadas por profundo ódio e vingança tiram-lhe a lucidez e argúcia que o caracterizava descredibilizando, inexoravelmente, a intervenção apresentada que assim não conta para nada.
Após a disponibilização da documentação no site do município e sua análise, verifica-se que os “gravíssimos” problemas residem no homem do leme e sua equipa que denotam gravíssima impreparação para liderar a cidade num mundo global.
 A questão do silo-auto é uma falsa questão. Na realidade, a empresa detentora da concessão tem utilizado a mesma estratégia noutros municípios onde tem parques de estacionamento. E porquê? Porque diminuiu drasticamente a procura de lugares de estacionamento decorrente da grave crise económica e financeira do país o que motiva quebra de faturação para a concessionária que tenta a todo o custo extinguir o contrato.
Perante isto, o município da Covilhã apresentou os seus argumentos. Pode-se não gostar do estilo do advogado que a representa. Mas não podemos pessoalizar, fulanizar ou ser faciosos. Os argumentos de defesa apresentados são lógicos, consistentes e estão bem estruturados (na linha do que fizeram outros municípios em situações semelhantes), e o interesse público municipal, que é o mais importante, está bem defendido.
Porquê todo este alarido e convocação da população?
Que necessidade existe de transferir a resolução do assunto silo auto para outros “especialistas”? Quem ganha com isto…? Será que entramos na era da “dívida boa” pois é para pagar aos outros “especialistas”?
A questão é simples. Veja-se os custos de investimento e de exploração da concessionária decantados da criatividade contabilística e os argumentos da câmara e encontra-se um ponto de equilíbrio como fizeram outros municípios com situações iguais já resolvidas. A existir necessidade de novos “especialistas” é em números e não em questões jurídicas.
Deixem-se de falsos alaridos e manipulações. Numa única palavra governem, se souberem. Continuaremos de OLHOS ABERTOS…..!!

             

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